O objeto de estudo da psicologia é o homem, o seu
comportamento e a sua mente. A informática tenta, a todo o custo, descobrir maneiras de criar máquinas
que pensem como o homem (sistemas neurais) e ajam como o homem (robôs). Mas, na
doce ousadia humana, que sejam bem mais rápidas que o homem. Neste aspecto nós
até que conseguimos, afinal não existe homem no mundo que faça cálculos mais
rápido que qualquer computador. Mas no aspecto de reprodução da complexidade
cerebral ou neurológica, estamos apenas engatinhando, ou seja, não existe
máquina mais perfeita que o funcionamento do próprio corpo e mente do homem.
Muitos acham que a informática é uma profissão muito fria. Doce ilusão! O que eu mais faço é convencer clientes, discutir escopo de
projetos, ouvir críticas e acertar problemas. Minha função é basicamente
ouvir as necessidades do cliente, analisar seu problema e sugerir soluções.
Será que a psicologia também não é assim : ouvir, orientar e ajudar a resolver
problemas? E para os que acham que a informática tem a máquina como centro de
seu estudo, eu digo que está errado, ela tem nada mais do que o próprio homem,
que usa a máquina como instrumento deste objeto de estudo. O homem constrói as
máquinas e os sistemas de informática para resolver os seus próprios problemas,
de forma mais integrada e intuitiva possíveis. Quem os utiliza é ele próprio
(homem), o nosso tão mal tratado e “querido” usuário (homem).
Mas realmente num ponto tenho que reconhecer que estas profissões são
bem distintas. A psicologia coloca para fora as questões que dificultam o relacionamento do
homem com o meio social, assim a pessoa tem a chance de mudar e se tornar
melhor. Mas na informática… não é permitido que ninguém mostre as suas falhas,
é quase que exigido que sejamos super-heróis para lidarmos com questões tais
como : como ser líder sem ser opressor, como ser pró-ativo sem ser ousado
demais, como ser produtivo sendo inovador, e assim vai… Mas, por outro lado,
este paradoxo de atitudes estão refletido também no nosso comportamento
interno, pois temos que amar mantendo a individualidade, nos entregar ao outro
sem sermos possessivos, planejar o amanhã sem esquecermos que temos pouca
autonomia sobre a nossa própria vida etc… Então ficamos novamente em outra
encruzilhada. Na informática,
quando olhamos para fora, para o cliente (homem), temos que literalmente
adivinhar suas necessidades, pois na maioria das vezes o usuário não sabe o que
quer. A psicologia muitas vezes tem que ler e entender o que o paciente está
dizendo nas entrelinhas de sua exposição, trabalhando com o seu inconsciente.
Quando olhamos para dentro, temos que lidar com a equipe, compostas de homens,
e saber gerenciar e controlar conflitos, ressaltando sempre as qualidades de
cada um. É a doce arte de ressaltar a diferença entre os homens, ou melhor, a
individualidade que tanto a psicologia prega em sua espinha dorsal que é a
subjetividade do paciente. A psicologia olha para dentro do homem e tenta
resolver as questões mal resolvidas de nosso ser para que possamos ter uma
melhor qualidade de vida social.
O fato da informática e da psicologia estar lidando sempre com o homem e
conseqüentemente os seus desejos, nos traz para a realidade de que o objetivo
final é sempre o mesmo e quanto mais soubermos deste grande enigma chamado
homem, mais teremos sucesso. (Ainda bem que continua sendo o homem o centro de
nossas questões, porque às vezes tenho a impressão de que esquecemos isso).
Para a informática, quanto mais rápido e claro se descobrir a
necessidade do cliente, mas se poderá oferecer a solução adequada, e menos
erros serão cometidos. Ou seja, quanto mais a informática utilizar a psicologia
como recurso para obtenção do sucesso, mais sucesso ela irá conquistar. Agora
você estará perguntando… Mas a psicologia depende da informática? A minha
resposta para isso é simples: atualmente, qualquer ciência depende da
informática, gostando ou não, é uma realidade do mundo moderno. E claro que a
tecnologia sempre ajuda a chegarmos ao resultado de forma mais rápida e eficaz. Por isso, não é bom menosprezarmos nem
a tecnologia nem a homem, ambos se completam e se diferenciam, ambos são
necessários, e muitas vezes são cruéis.
Esta é a grande essência de toda a vida, convivermos em harmonia com coisas diferentes, relacionando e trazendo para a nossa vida prática o que elas têm de melhor.
Esta é a grande essência de toda a vida, convivermos em harmonia com coisas diferentes, relacionando e trazendo para a nossa vida prática o que elas têm de melhor.
Por Ana Laura Andrade Ramos
para ver o original desse texto acesse:
fonte: http://www.profissionaisdetecnologia.com.br/blog/?p=176
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